Ponto de equilíbrio do negócio: aprenda como identificar o seu - Blog KNN Idiomas

Ponto de equilíbrio do negócio: aprenda como identificar o seu

Uma das maiores dúvidas de quem quer abrir a própria empresa é saber quando começará a ter lucros. Para isso, é preciso conhecer o ponto de equilíbrio do negócio — ou seja, qual deverá ser sua receita mensal para cobrir os custos fixos e variáveis da empresa.

É a partir deste valor que você começará a lucrar! No entanto, essa ferramenta de gestão não serve apenas para mostrar quando o empresário terá retorno financeiro. O ponto de equilíbrio é crucial para que metas de vendas possam ser estabelecidas e dá embasamento para o planejamento financeiro de um novo negócio.

Ainda não sabe calcular o ponto de equilíbrio? Não tem problema — trouxemos este artigo para te ensinar, de forma simples, a usar esse recurso. Continue a leitura!

Afinal, como calcular o ponto de equilíbrio?

Para o cálculo do ponto de equilíbrio de uma empresa, o primeiro passo é saber o que são e como obter cada um dos seguintes valores:

1 – Receita mensal

Para calcular sua receita mensal, basta fazer um levantamento de todo o dinheiro que entra na sua empresa em um mês. Lembre-se de utilizar um valor médio, já que o faturamento nem sempre será o mesmo. Este cálculo fica muito mais fácil se o negócio já usar um sistema de fluxo de caixa!

2 – Custos variáveis

Custos variáveis são todas aquelas despesas que incidem diretamente sobre o produto ou serviço, como impostos e taxas de cartões de crédito e débito. Portanto, quanto mais você vender, maiores os custos variáveis. Atenção! Aqui você precisará calcular os valores percentuais.

3 – Gastos fixos

Quase autoexplicativo, certo? Esses são os gastos que a empresa tem todos os meses, como salários, contas de água, luz e internet e compra de materiais e equipamentos. O cálculo é fácil — basta somar todas as despesas fixas mensais.

4 – Margem de contribuição

Chegamos à parte mais importante do cálculo do ponto de equilíbrio. A margem de contribuição é nada mais, nada menos que o lucro recebido por produto ou serviço. Dessa maneira, para obtê-la, é preciso diminuir do faturamento mensal o percentual de custos variáveis.

Tenho os valores, e agora?

Agora partiremos para o cálculo propriamente dito. Para isso, usaremos valores hipotéticos. Como já foi dito, o primeiro passo é obter o montante correspondente à receita mensal. Trabalharemos com a quantia de R$60.000,00.

Em seguida, calcularemos os custos variáveis — vamos supor que a empresa pague 20% somando todos os impostos e a taxa da máquina de cartão seja de 3% sobre o valor de cada transação. Assim, do seu faturamento total, 23% são custos variáveis. Por fim, para os gastos fixos usaremos o valor de R$40.000,00.

A margem de contribuição requer um pouco mais de trabalho. Para obtê-la, subtrairemos de 100% — ou seja, o faturamento total sem nenhum decréscimo — os percentuais de custos variáveis.

100% – 20% – 3% = 77%

Isso significa que a margem de contribuição dessa empresa é de 77%. Vale ressaltar que também seria possível calculá-la a partir do preço unitário do produto ou serviço, já que estamos lidando com porcentagens!

Enfim, chegamos ao passo final: o cálculo do ponto de equilíbrio. Agora que você já tem todos os valores, será ainda mais fácil. A fórmula é a seguinte:

PE = gastos fixos ÷ margem de contribuição

Com os valores usados como exemplo, teríamos:

PE = 40.000 ÷ 77%

PE = 51.948

Podemos afirmar, então, que essa empresa precisa de R$51.948,00 para se manter de pé. Já que ela possui uma renda mensal média de R$60.000,00, o empresário terá pouco mais de R$8.000 por mês de lucro. Simples e eficiente, não?

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